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100 anos de Pagu, musa modernista

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“Ela foi precoce em tudo. Aos 12 anos, conheceu o diretor do primeiro filme neorrealista brasileiro, Fome (1931), Olympio Guilherme, com quem teve sua primeira experiência sexual. Aos 19, começou um explosivo romance com o escritor Oswald de Andrade, levando-o a terminar seu casamento com a pintora Tarsila do Amaral. Aos 20 anos, militante, incendiou o bairro do Cambuci em protesto contra o governo provisório. E, aos 21, tornou-se a primeira mulher presa no Brasil por motivos políticos, substituindo num comício comunista um amigo estivador, morto em seu braços pela polícia”, escreveu  Antonio Gonçalves Filho no O Estado de S. Paulo.

Patrícia Galvão, diva do movimento modernista brasileiro, foi lembrada pelo seu centenário no dia 9 de junho.  Em sua homenagem, está acontecendo exposição ”Viva Pagu”, no Centro de Estudos Pagu Unisanta, em Santos.

Já no dia 1º de julho, no mesmo local, foi lançado o livro “Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão”, de Lúcia Maria Teixeira Furlani e Geraldo Galvão Ferraz, seguido de uma exposição com imagens raras da também pioneira escritora militante: é dela o primeiro romance proletário publicado no Brasil, Parque Industrial (1931).

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No final de 2010, será lançada uma coleção de 4 livros que reúne toda a produção jornalística de Pagu. Ela morreu em 1962 e traduziu autores importantes (Ionesco, Arrabal), formando dramaturgos como Plínio Marcos.

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