Archive for April, 2012

Faces

Monday, April 30th, 2012

Acostumadas ao mundo virtual, as pessoas estão sem estar neste estágio limítrofe entre o lazer e o vício. Registram sem testemunhar, olham sem ver, comentam sem saber e só percebem um fato quando ele vira imagem, instantaneamente, assim que o celular já o tenha capturado para o Facebook.

Depois é comentar e curtir porque o que menos importa é ter visto ou participado realmente do evento ou do acontecimento ou seja lá do que for. Mesmo quem foi e registrou, tenha certeza, acaba, na maioria das vezes, não estando ali. Uma parte fotografa e a outra viaja nas redes sociais sem rumo. E enquanto a vida corre, transcorre, transborda ao vivo, os dedos teclam a ilusória intenção de traduzir o real.

Farsa, enganação. Comece tudo de novo, veja, sinta o momento acontecendo sem filtros, sem compartilhar, sem um milhão de amigos virtuais xeretando aquele instante. Contar histórias é lúdico e saudável, mas elas precisam primeiro ser vivenciadas para depois serem relatadas. Tudo ao mesmo tempo não dá.

Aliás, se desconheces a maioria dos teus amigos virtuais, a quem confiará verdadeiramente a tua história, a tua existência, os teus lamentos, os teus amores, a tua vida, os teus momentos sem glória e de tristeza, tuas alegrias, tuas conquistas, todos os medos e horrores de ser quem és?

Olha o que te cerca, observa o que acontece, esteja presente. O tempo se encarregará de dizer qual a parte mais interessante da história da tua vida que merece ser compartilhada, comentada, curtida entre os que tu escolheste, verdadeiramente, para testemunhar a tua trajetória e a tua passagem por aqui ou pelo Facebook.

Roseli Santos
Jornalista

Publicado originalmente na página 2 do Jornal Panorama, de Taquara (RS)

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Look do dia… do índio

Thursday, April 19th, 2012

A causa indígena sempre me tocou. E não foi pela TV que aprendi a sentir isso. Numa das primeiras disciplinas do Jornalismo, resolvi conhecer mais de perto a realidade dos caigangues que moravam perto de mim, mais precisamente nas margens da BR-116, na entrada principal de São Leopoldo.

Foi uma experiência e tanto. Meu respeito só aumentou, gerando campanha do agasalho (infelizmente eles tem que pedir!), matéria textual e fotográfica para a faculdade, posteriormente publicada nesse link do Dissonância. Eles seguem sempre me gerando reflexões e olhares, como quando nos encontramos na Rua Grande.

Quando adolescente, tive uma linda blusa com uma face indígena pintada na frente, extraviada no tradicional emprestar amigo. Anos mais tarde, quando soube que a Cris Grings estava pintando, não pensei duas vezes e encomendei uma assim para mim. Ficou lindo e faz parte de minha coleção de camisetas-ideias  (guardo todas, desde as das gincanas até as de formatura do colégio). Usei-a nesse dia 19, como visto a causa, e escrevo sobre ela, em vários outros dias do ano:

As pulseiras também são indígenas, compradas em Belém do Pará

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Ela vai dançar

Saturday, April 7th, 2012

Era coincidentemente uma quarta-feira quando, embalados por um vinho seco e barato, inspirados pelas noites inteiras já divididas, dançaram e procuraram, por algum momento, se divertir e desfazer a dor… e refazê-la. “Ela vai dançar”, álbum Lira:

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