Num domingo ensolarado, junto ao prédio localizado na pequena travessa da Rua Flores da Cunha, em São Leopoldo (RS), um homem acorda. O grafite próximo a ele grita para a sociedade acordar também. Feliz 2012, recicle-se!
UPDATE:esse prédio velho (e esse grafite também) foi destruído em janeiro/fevereiro de 2012 para receber tapumes e virar um prédio lindo e novo para a classe média, nós, nos sentirmos vivendo seguros e bem!
Foi do Paralamas do Sucesso meu primeiro CD, o “Vamo batê lata” (1995), junto com “Da Lata” (1996), da Fernanda Abreu. No mesmo Natal, ganhei de toda a família um aparelho para tocá-los. Os meus presentes sempre eram compartilhados e segredos desvendados apenas na noite do dia 24. E essa foi uma surpresa e tanto.
Era meados dos anos 90 e eu tinha recentemente ido a um show deles num Mundial de Canoagem, evento que era grandioso e acontecia anualmente em Três Coroas. Festa de ginásio lotado, primeiras saídas adolescentes, um pai leva, outro busca, quando não era uma Topic fretada.
Nesse 2011, tive o prazer de ser convidada (obrigada, Guerrillero!) e ir a um segundo show, reafirmar o quanto gosto das letras e das músicas. Escolhi a seguir uma que fala de amor, mas não posso deixar de lembrar também das letras políticas e questionadoras que são maravilhosas.
E tudo isso para não esquecermos das coisas que realmente gostamos, que fizeram a gente ser de um jeito e não de outro, que nos apresentaram ideias, nos propuseram ser alguém e merecer respeito. Viva Paralamas! Viva Herbert, Bi e Baroni! O You Tube dessa menina tem vários outros vídeos da mesma noite:
Aos amigos visitantes do blog, um Natal abençoado de muita paz e amor no coração, de olhares e tocares verdadeiros, cheios de intensidade.
Um Natal feliz para humanos, mas também aos animais, nossos amigos queridos, que necessitam de nossa simples atenção: uma ração ou pote de água fresca na rua de calor escaldante, dos cuidados especiais dos protetores abençoados e do direito ao carinho e à vida!
Milhares de histórias que se misturam num só ambiente. Papel por todos os lados. Capas e mais capas. O bonito vai e vem de pessoas, bem diferentes umas das outras, que entram atrás dessas palavras, frases, ideias. O interesse não tem preço. A leitura como um momento especial, onde a gente se presenteia com tempo e tranquilidade raros para mergulhar na nossa imaginação e também se dedicando a do outro que escreveu. O respeito não tem preço. Estar por dois dias dentro de uma livraria está sendo um presente. Basta agora escolher um título da estante para recomeçar.
O restaurante chinês Jing Long, que se localizava no subsolo do Rua da Praia Shopping de Porto Alegre, agora mudou para o número 1767 da Andradas, no segundo andar de um prédio passando a Dr. Flores.
O ambiente está muito maior e com bonita decoração. A comida continua maravilhosa! Apesar do folder a seguir destacar as carnes, há muitas opções vegetarianas. Superindicado!
Domingo. Supermercado popular lotado. Não havia malandragem no rosto daquele jovem, só constrangimento. 2 quilos e pouco de carne, e só ela, sangrenta, úmida. Preso, algemado. Passa um, dois, três, o senhor chama o filho para ver. Não foi só o churrasco que ficou prejudicado. Tinha ali uma vergonha. Dele. Minha. Sem fim.
O que desejamos ao queimar dos fogos só depende das energias do cosmo ou também da gente? O que fizemos para ser melhores, mais amigos, gentis, humildes, mais amados e amantes?
Ontem, recebi logo cedo o link da propaganda de Natal 2011 do Zaffari, com tradição de campanhas emocionantes. O link ficou lá, até o final do dia, quando cliquei e me arrependi de não ter visto antes. É uma história linda que me fez chorar, pois fala de expectativas, mudança, comunhão e de um tipo de amizade diferente.
Também avistei mais gente chorando, que correu para o banheiro como eu para enxugar um sentimento estranho, talvez saudade do que se foi ou quem sabe esperança do que poderá vir. Como seria bom se todos pudessem celebrar a data com uma ceia simples, sem sacrifício de animais, paz e carinho de quem se ama:
Criação. Corte e colagem. Moda e arte. Escrita e leitura. Jornalismo e ficção. Música e emoção. Casa e sabor. Tudo com amor. {por Aline Ebert, desde 2003}