Pense num lugar energizante. “Pense”, esta é uma das gírias que já tinha escutado em Fortaleza e que reencontrei em Belém…
1h20 POA-SP
3h20 – SP-Belém
E quem estava no meu vôo? Simplesmente uma das maiores representantes daquela terra: Fafá de Belém. Que coincidência! Parentêses (também o ator/modelo/apresentador Rodrigo Faro e o jornalista Marcos Hummel. Tavam indo para um evento, a Record é líder em Belém!).
Achei a viagem rápida, visto que estava me deslocando de um canto a outro deste nosso enorme Brasil. Do corredor, ficava me espichando para enxergar algo. E consegui: o rio serpenteando a mata infinita, as canoas, o mistério envolvente… Parecia que o avião não ia achar solo firme nunca e já estávamos tão baixo…
“Seja bem-vinda a Belém”. Era Elionay, motorista do Polo Joalheiro e meu novo amigo na cidade. Dali, ele já foi ciceroneando, apresentando a Presidente Vargas, avenida do Centro, me falando os dias de feira, dicas de comidas e até shopping. Mas quem queria ir em shopping com tantas outras coisas para descobrir?
A Pará Expojoias acontece no Espaço São José Liberto, antigo convento de frades capuchos, que depois da expulsão de jesuítas do Brasil, virou um presídio. Já na história recente, certa primeira dama do estado que gostava de joias, pediu ao marido que reformasse o local, iniciando o projeto de incentivo à joalheria e ao design paraense. Conseguiu.
O Polo começou a atuar em 2002. De lá para cá, formou uma equipe de designers, ourives e outros profissionais que têm a cultura (dança, música, gastronomia…) e a natureza da amazônia como inspirações. E eles têm feito um trabalho autoral riquíssimo, que descrevo melhor nesta matéria.
Neste espaço, onde eram expostas as criações de cada um, conheci pessoas de ouro, como a matéria-prima de suas peças:
Luanna, produtora do evento e guia turística improvisada, mas das boas, sempre fazendo um convite com seu sorriso bonito;
Erivaldo Junior, designer, arquiteto e professor universitário que me ensinou tantas histórias do Pará e me proporcionou tantas boas risadas;
Lídia Abraim e Bárbara Muller (paraense com sobrenome gaúcho!), designers talentosíssimas e supersimpáticas (obrigada por terem me levado no último dia da Caixa de Criadores!);
Clarisse, Bárbara e Chico, trio alegre e preocupado com que eu ficasse bem, sempre me oferecendo um sorvetinho com os sabores da terra
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Regina Machado, mulher digna, diriam os paraenses, me deu uma aula sobre o valor afetivo das joias. Fina, mas com os pés no chão, amando circular com a gente pela feira popular Vero Peso;
Marcilene, paraense louríssima, acompanhante do almoço dos deuses no Mangal das Garças e designer de um anel que encomendei para mim.
Todos tão preocupados com que eu visse o melhor da cidade, a compreendesse, e posso dizer:
Senti Belém, entendi Belém, amei Belém!