Archive for the ‘Contos cotidianos’ Category

Contos cotidianos #3

Tuesday, February 14th, 2012

Um pouco oferecem e vendem seus artesanatos, um pouco brincam, um pouco se empurram e riem, um pouco pedem um pastel com refri para alguém que passa. São ainda crianças, índios caigangues. Olham encantados para o tênis multicolorido que foi moda há duas ou três estações. Apontam para a placa: R$ 14,99. Tinham vontade de tê-lo.

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Feliz 2012

Friday, December 30th, 2011

Num domingo ensolarado, junto ao prédio localizado na pequena travessa da Rua Flores da Cunha, em São Leopoldo (RS), um homem acorda. O grafite próximo a ele grita para a sociedade acordar também. Feliz 2012, recicle-se!

UPDATE: esse prédio velho (e esse grafite também) foi destruído em janeiro/fevereiro de 2012 para receber tapumes e virar um prédio lindo e novo para a classe média, nós, nos sentirmos vivendo seguros e bem!

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De dentro da livraria, o que se passa dentro de mim

Friday, December 9th, 2011

Milhares de histórias que se misturam num só ambiente. Papel por todos os lados. Capas e mais capas. O bonito vai e vem de pessoas, bem diferentes umas das outras, que entram atrás dessas palavras, frases, ideias. O interesse não tem preço. A leitura como um momento especial, onde a gente se presenteia com tempo e tranquilidade raros para mergulhar na nossa imaginação e também se dedicando a do outro que escreveu. O respeito não tem preço. Estar por dois dias dentro de uma livraria está sendo um presente. Basta agora escolher um título da estante para recomeçar.

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Preso por 2 quilos e pouco de carne

Monday, December 5th, 2011

Domingo. Supermercado popular lotado. Não havia malandragem no rosto daquele jovem, só constrangimento. 2 quilos e pouco de carne, e só ela, sangrenta, úmida. Preso, algemado. Passa um, dois, três, o senhor chama o filho para ver. Não foi só o churrasco que ficou prejudicado. Tinha ali uma vergonha. Dele. Minha. Sem fim.

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Contos cotidianos #2

Tuesday, May 3rd, 2011

7h50 da manhã. Avenida movimentada. Vidas correndo. Carros e ônibus voando. Bum! Era um cachorro. Grande. Bonito. Mas abandonado. Ainda senti o calor de seu corpo e pude orar em sua despedida. Dois seres iluminados apareceram e ajudaram a colocá-lo na sarjeta. Descanse em paz!

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Contos cotidianos # 1

Tuesday, April 26th, 2011

De uniforme laranja, entre uma varrida de rua e outra, o gari pega o celular:
_Tá tudo bem aí em casa? Já comeu alguma coisa?
Meio dia, o pai vai numa loja ali do Triângulo comprar uma meia para ti, tá?
O pai tem que desligar. Até de noite.

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Aproveita que tá acabando

Thursday, October 21st, 2010

Quem anda sem querer parar para pensar, faz o quê?
Se esvazia numa tv.
E quem tá sem internet?
Anota pensamentos num notepad.

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Ipsis litteris

Thursday, August 26th, 2010


Conheceu há poucos instantes e já se apaixonou.
Coisa dura ser assim tão sensibilidade.
Teria escrito ipsis litteris.
Intensidade.
Por  inteiro.

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